domingo, outubro 25, 2009

La liberté est un clown - parte 2.

Após 12 dias na Estação Espacial Internacional, retornou neste domingo à Terra, o primeiro “palhaçonauta”, o canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque de Soleil. Depois de muitas estrepolias, cambalhotas e piruetas, Laliberté e mais um russo e um americano chegaram tranquilamente à base de Baikonur, nas estepes do Cazaquistão. Vocês hão de lembrar que no dia 12 de setembro, junto com dois astronautas, ele subiu ao espaço a bordo da Soyus, pagando míseros 35 milhões de dólares, o que pra nós, simples mortais, já é uma incrível piada (de mau gosto). Precedendo o retorno, durante a madrugada, ele apresentou uma performance artística a bordo da Estação Espacial para chamar a atenção (?) para a escassez de água no mundo, o que, segundo ele, foi o real motivo dessa viagem turística. De lá, há mais de 400 km, ele viu estrelas, escuridão e o vazio e constatou que o planeta Terra é lindo e frágil, o que, convenhamos, a humanidade já sabe e não é de hoje. E já que estamos de volta a este grande circo, vamos baixar a lona, deixar de palhaçada, tirar o nariz vermelho e falar sério monsieur Laliberté: não seria mais fácil e o senhor não iria aparecer mais, se empregasse os 35 milhões de dólares para ajudar a levar água e saneamento a alguma cidade africana?

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