Talvez você não saiba... Eu também não sabia.
Mas há uma ideia de "Banalidade do Mal", definida formalmente pela filósofa alemã Hannah Arendt.
Anteriormente, esse conceito já havia sido desenhado por dois psiquiatras durante o julgamento de Nuremberg, quando detectaram, entre os réus nazistas, que existem indivíduos que abdicam totalmente da capacidade de julgar moralmente o que é certo ou errado. Essa responsabilidade é transferida para o governo, para o líder ou para a lei; eles se tornam "apenas" uma peça dessa engrenagem.
Resumindo: o absurdo vira normal.
Quer entender o problema?
Fácil! É só observar o comportamento atual de nossa classe política e demais autoridades.
O certo, o correto, o honesto passam bem longe de ser a prioridade. O mea culpa simplesmente não existe.
O que foi detectado, logo após o encerramento da II Guerra Mundial (1945), segue perfeitamente atual neste século XXI, 2026!
A diferença, abissal, é que eles, os que foram julgados e condenados, tinham um QI muito acima da média.
Convenhamos, o que não é bem o "normal" em nossos dias.
Uma inteligência que, no caso deles, só serviu para tornar a crueldade ainda mais imperdoável.
A história se repete, mas os personagens mudam de rosto...
Atualmente a maioria das pessoas está dividida entre extremos, e isso só mostra como falta pensamento crítico. E aí posso lembrar do "Não olhe para cima", o filme.
Por que não "Olhe para cima!"
*Arendt, Hannah, Eichmann em Jerusalém. Companhia das Letras 1999
*Don't Look Up (Não olhe para cima) 2021.




