Com certeza, todos nós conhecemos aquele tipo de pessoa totalmente
aberta ao diálogo, sempre pronta a aceitar sugestões e opiniões: as dela, é
claro...
Por isso, convido você a fazer uma reflexão e garanto que esta não é uma
conversa com intuito religioso. Como seres humanos e, portanto, imperfeitos,
nossa tendência é olhar para nós mesmos. Somos egoístas e, o tal do egoísmo, por sinal, anda
atrelado ao orgulho. Narciso, aquele da mitologia grega, que se apaixonou pela
própria imagem, exemplifica o que estou dizendo. Procuramos sempre o nosso
prazer, a nossa satisfação, o que nos garanta a sobrevivência, a segurança ou a
tal felicidade.
Quando Jesus
disse: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, estava reconhecendo como natural e
legítimo o amor de cada criatura a si mesma, já que o amor é a base de todo o
progresso humano e também o que fortalece nossa individualidade.
Infelizmente,
muitos são dominados pelo ego ou consideram apenas o aspecto material. O nosso
personalismo impede, quase sempre, que cultivemos a humildade. Seria bom lembrar que a própria humildade
e mais, a tolerância, o perdão, a caridade, a paciência, alicerçam o caminho
para nossa evolução espiritual. Não podemos esquecer aquilo que podemos chamar
“o bom orgulho”: a realização de virtuosas ações, o bom trabalho realizado,
etc. Ao contrário, o egoísmo, trava essa mesma evolução.
Você pode até não querer saber desse tipo de evolução. É um direito seu,
inquestionável, todos temos o chamado livre arbítrio. Mas, permita agora que eu
faça outro convite, esse bem mais prazeroso: férias. Isso... tirar férias de nós
mesmos. Melhor ainda, dar férias para o nosso ego. Vamos nos arriscar em
benefício do próximo (e o mais próximo pode estar aí mesmo, ao seu lado). Um
olhar, uma conversa, fazer uma sondagem sobre as crises, as dificuldades. Participar,
comparecer com nossa quota de fraternidade em simpatia, palavra, ação...
Assim, poderemos embarcar com destino ao desenvolvimento espiritual,
evoluindo aos poucos, gota a gota, tipo medicamento sem contraindicação. O importante mesmo é ter a receita, entender a bula e compreender o verdadeiro sentido da vida.




