DOS FINS, DOS MEIOS E DO MELHOR DO MUNDO
"Os fins justificam os meios". Sendo mal interpretado ou não, o dito do filósofo italiano Maquiavel tornou-se o apanágio de muitos políticos, principalmente daqueles sem escrúpulos. Mr. Bush, conhecido também como Mr. War, pode ser considerado um deles. Em 2003, o então presidente norte-americano, afirmou que o governo do Iraque possuía armas químicas e biológicas, um risco para os USA e o mundo. Jamais foram encontradas.
Em seguida, denunciou que o ditador Saddam Hussein seria um aliado e protetor de Bin Laden e da rede terrorista Al-Qaeda. Da mesma forma, nenhuma prova.
Em março de 2003, apoiado por tropas britânicas, italianas, espanholas e australianas, os Estados Unidos deram início à invasão do Iraque. Para encurtar a conversa, após quase nove anos e ao custo da morte de 4.484 militares americanos, 318 aliados, cerca de 116 mil civis iraquianos e mais de 32 mil feridos, com um "investimento" de quase 2 trilhões de dólares, o presidente Barak Obama, já visando à reeleição (um fim, digamos, mais "nobre" do que o de seu antecessor), anuncia a retirada das tropas e dá por encerrada a guerra. Ao transpor a fronteira, o último comboio postado além de Bagdá deixa como legado, segundo os americanos, um modelo de democracia para toda a região", enquanto os iraquianos constatam que a situação de insegurança, fragilidade política e econômica, em nada mudou.
Os fins justificaram os meios? Talvez sim, para as chamadas mentes "maquiavélicas".
E quais seriam os meios para um time conquistar o título mundial? Evidente, jogando futebol. Mas é, de fato, futebol o que se pratica por aqui?
Neymar sentenciou: "Foi uma aula de futebol do melhor time do mundo". E podemos ir além: deste e também do outro mundo. O Barcelona, sem dúvida, é uma equipe extra-terrestre.
Real Madrid, Manchester United, Bayer, Milan.... já passaram por isso, quer dizer, imaginaram que poderiam vencer, até começaram na frente do placar, mas acabaram se curvando à majestade do Barça. "Então, eles são imbatíveis?" Não, a máquina catalã, às vezes, não engrena. Este ano foram cinco derrotas e doze empates, o que, sem dúvida, não invalida o título de melhor do mundo, mas também é uma prova de que a perfeição não existe, nem "em outro mundo".
A diferença entre o futebol que o time catalão apresenta e o nosso é imensurável, a distância é alguma coisa abissal (já falando em mar, peixe, entenderam?). E após o jogo em Yokohama, ficaram perguntas que os "mais versados" em futebol devem responder: O Santos não jogou nada porque ficou reverenciando o adversário? O Santos exagerou no fair-play? O Santos entrou em campo, assustado?
Para os santistas, além do vice-campeonato, uma constatação: melhor ser derrotado, na final do mundial inter-clubes no Japão, pelo Barcelona de Messi, Iniesta, Xavi, Guardiola... do que ser eliminado, na primeira fase da Libertadores em Ibagué (Colômbia), pelo Tolima de... de... ... de quem mesmo?
















