domingo, junho 27, 2010

REFLEXÃO DOMINICAL


"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos"     (Mateus, V, 6)

Bem-aventurados os que se revoltam contra a injustiça, mas são resignados e calmos. Ai dos indiferentes, dos covardes, dos servis, que em proveito próprio aplaudem a injustiça! 
Há muita diferença entre a resignação e a indiferença. 
A resignação é a conformidade ativa nos inevitáveis acontecimentos da vida.
A indiferença é a submissão passiva às injustiças deprimentes.
A resignação é excelente virtude, que precisamos cultivar; a indiferença é manifestação do egoísmo, que precisamos extirpar.

Caibar Schutel no livro "Parábolas e Ensinos de Jesus".

quinta-feira, junho 24, 2010

A HUMILDADE VENCEU.


Reconhecer nossos erros. Reconhecer quando, por algum motivo, nos excedemos em gestos, atitudes, palavras. A isso chamamos humildade, uma virtude não muito comum aos seres humanos, tanto que nos surpreendemos quando isso acontece. 
"Quero pedir desculpa ao torcedor brasileiro pela minha atitude, a forma como eu me comportei, porque o torcedor, que sempre tem apoiado a seleção brasileira, não tem nada a ver com meus problemas pessoais, ou uma ou outra situação". Assim falou Dunga, em um dos momentos da entrevista desta quinta-feira.   
Ao pedir desculpas pelos palavrões e o bate-boca, durante a coletiva após o jogo contra a Costa do Marfim, o técnico de nossa seleção exercitou aquilo que todos nós devemos cultivar, ou seja, aceitar e respeitar opiniões, resistir aos piores e mais baixos impulsos quando formos injustiçados, ofendidos ou até humilhados.
Essa não é tarefa das mais fáceis para nós seres humanos imperfeitos e, como em nossa conversa anterior destaquei o comportamento nada educado do treinador, mais do que justo agora, neste mesmo espaço, ressaltar o seu desprendimento em reconhecer o erro. 
Desta vez, a humildade venceu e todos nós ganhamos.

domingo, junho 20, 2010

Qual é o problema do Dunga?


O técnico da seleção brasileira chegou para a entrevista coletiva - obrigatória - depois da vitória contra a Costa do Marfim e mostrou mais uma vez a dificuldade que tem no relacionamento com a imprensa. Era notória a má vontade na resposta a algumas perguntas, assim como visível, mas não audível, que ele murmurava ou ruminava palavrões contra algum jornalista, tanto que o apresentador Marcelo Barreto do SporTV, ao final, pediu desculpas aos telespectadores pela postura mal educada do treinador. O Dunga precisa lembrar - ou alguém precisa lembrá-lo - que ele é apenas o treinador da seleção e a seleção é do povo brasileiro e os jogadores são a seleção. Quando ele, na condição de treinador fala à imprensa, está dando satisfações a todos nós que estamos acompanhando os jogos e não a um, dois ou mais jornalistas ou radialistas, com os quais ele supostamente tem alguma desavença pessoal. Quem sabe, ele poderia tentar um encontro com eles e dialogar ou resolver a parada no que parece ser o seu forte, na briga. Nós, os torcedores, não temos nada com os problemas mal resolvidos do Dunga. Talvez uma consulta com minha psicoterapeuta, a dra. Ana Lisa, tão presente neste Blog, pudesse solucionar.

quarta-feira, junho 09, 2010

"Se non è vero..."

Não sei se vocês já repararam, mas o outono tem algumas marcas registradas. Por exemplo, o azul mais azul do céu,o verde mais verde da vegetação, a linha mais delineada do horizonte e, ao término desta estação, as folhas perdem sua força e começam a cair. E é neste cenário outonal, que acontece a saída (seria temporária?) de Alexandre de Moraes, da Prefeitura. Segundo o prefeito, sem brigas ou desentendimentos, sem desgaste nas relações administrativas, o ex-super secretário deixa a equipe de Kassab, para realizar e concretizar um sonho antigo: abrir o seu próprio escritório de advocacia! Só para lembrar aos mais desavisados, Alexandre de Moraes ocupou, entre outros, a Secretaria dos Transportes, a CET, a SPtrans e agora, com um despreendimento incomum,  abandona a vida pública para se dedicar à iniciativa privada, à sua iniciativa particular. Não é dignificante?
"Se non è vero, è ben trovato."